Introdução:
Em condições normais existe um equilíbrio entre os agentes microbianos e o organismo. Isto se deve a uma ativação do mecanismo imunológico de defesa por parte do hospedeiro, tanto no aparelho respiratório, como na pele e em outros órgãos. Quando se rompe este equilíbrio, estes germes conseguem se desenvolver provocando sua ação patogênica, e algumas vezes, infecções de repetição.
Indicações:
Estimular o sistema imunológico de defesa do organismo. Infecções de repetição de vias aéreas superiores, traqueo-brônquicas e bronquite catarral. Furunculose de repetição e outras infecções de repetição.
Composição:
Germes bacterianos, sob a forma isolada ou associada, diluídos em solução fisiológica 0,9%. Manipulados conforme prescrição médica.
Apresentação:
A IPI Brasil, manipula o frasco de tratamento de acordo com a prescrição médica, geralmente constituída de uma fase de indução e outra de manutenção. A fase de indução é preparada com as diluições (1:10.000; 1:1.000 e 1:100) e a fase de manutenção pelas diluições (1:10 ou 1:1).
Conservação:
Não é necessário refrigeração durante pequenos períodos (transporte). Para conservar por períodos prolongados, os frascos devem ser mantidos em geladeira, entre 2 e 8°C. Não congelar.
Contra-indicações:
Em caso de gravidez, consultar o médico, pois em determinadas ocasiões esta terapia pode não ser aconselhável. Durante as fases agudas de qualquer enfermidade o tratamento deve ser suspenso, reiniciando-se após o desaparecimento dos sintomas. Nas doenças crônicas debilitantes, consultar o médico.
Reações secundárias:
Normalmente não provoca reações, no entanto, pode surgir no local da aplicação endurecimento, aumento da temperatura e dor. Pacientes em tratamento de processos respiratórios podem apresentar aumento dos sintomas respiratórios e/ou crises de bronquite. Nos pacientes em tratamento de infecções dermatológicas de repetição, pode causar o aparecimento de erupções cutâneas. Caso ocorra uma dessas reações, interromper o tratamento e consultar seu médico. Na maioria das vezes, reinicia-se o procedimento com a dose anterior àquela tolerada pelo paciente. Em caso de necessidade de tratamento com outros medicamentos, seguir a orientação do médico.
Normas para a correta administração:
O tratamento deve ser iniciado pelo frasco mais diluído, de acordo com a indicação médica. Verificar se o frasco contém a concentração prescrita. Antes de cada aplicação, assegurar-se que a dose está correta e que a dose anterior não produziu nenhuma reação. É recomendada a aplicação subcutânea profunda. Agitar bem o frasco antes de cada administração. As doses e os intervalos de cada aplicação devem ser orientadas pelo médico. A qualquer momento, o médico poderá modificar o esquema terapêutico, levando em consideração que a IPI-Brasil prepara os antígenos de maneira individualizada.
Intervalos:
Na fase de indução recomenda-se doses semanais. Na manutenção, deve-se utilizar a dose máxima individual, a cada 15 dias por 2 meses e depois com intervalos mensais.
Duração do tratamento:
A duração do tratamento fica a critério do médico e da evolução clínica do paciente, podendo chegar até a dois anos.
Doses da fase de indução:
O paciente deve seguir a prescrição do seu médico, porém como orientação geral, recomendamos o seguinte esquema: iniciar pelo frasco mais diluído, começando com 0,2 mL, depois 0,4 mL; 0,6 mL; 0,8 mL mantendo esta última dose até o término do frasco. O mesmo procedimento deve ser seguido com o(s) frasco(s) seguinte(s) se for(em) prescrito(s). No último frasco pode-se aplicar até a dose de 1,0 mL. Em caso de reação, é recomendado administrar dose inferior àquela que provocou a reação. Se não houver reação com a dose máxima de 1,0 mL, esta será a dose na fase de manutenção.
Doses da fase de manutenção:
Aplicar a dose máxima individual (maior quantidade de antígeno que o paciente recebeu sem reação colateral, normalmente uma dose inferior a que provocou a reação). Para pacientes que não apresentaram reação, manter a dose de 1,0 mL a cada 15 dias por dois meses e depois doses mensais. Pacientes que tiveram reação adversa, manter a dose máxima individual, seguindo o mesmo esquema (intervalos de 15 dias por dois meses e depois mensais).
Doses para crianças:
Para crianças entre um e dez anos de idade, recomenda-se metade destas doses. Para crianças menores de um ano, as doses ficam a critério do médico.