Vacina tetraviral para imunização contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela

A vacina tetravalente viral contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (SCRV), de fabricação do laboratório GlaxoSmithKline (GSK), conhecida internacionalmente com o nome de Priorix Tetra®, recentemente autorizada para comercialização no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.
Esta vacina foi inicialmente licenciada na Austrália, em 2005, e logo depois ocorreu o licenciamento do produto em toda a União Europeia, Israel e, na América Latina, no Equador e na Colômbia; agora o produto chegou ao Brasil.
Ela contém as quantidades normais do produto trivalente contra sarampo-caxumba-rubéola e, em relação ao componente da varicela, a quantidade é similar à versão monovalente da vacina contra o vírus causador da doença.
Trata-se de uma vacina aprovada para uso em crianças de um a 12 anos de idade. Não há contraindicação para aplicação simultânea (porém em locais de injeção separados) da maioria das outras vacinas infantis como: hexavalente, pentavalente, monovalente contra Hib, pólio inativada e hepatite B. A injeção deve ser por via subcutânea.
Em termos da imunidade oferecida pela vacina, a soroconversão deve atingir 98% para sarampo, 97% para caxumba, 98% para rubéola e 93% para varicela. Após a segunda dose, de reforço, a soroconversão foi praticamente total para todos os componentes, porém com grande elevação da imunidade contra a varicela.
Nesse sentido, a recomendação do uso da vacina combinada é que ela oferece uma maior cobertura contra a varicela, acompanhada do benefício de redução do número de injeções.
Em termos de efeitos colaterais, os estudos iniciais somente demonstraram um discreto aumento na incidência de febre baixa ou moderada após a primeira dose da tetravalente viral em comparação ao uso concomitante, porém em injeções separadas, das vacinas tríplice viral e varicela.
Também pode ocorrer discreto aumento na frequência de rash cutâneo, mas somente após a primeira dose. Os efeitos adversos da segunda dose foram menores que os observados na primeira tomada e idênticos aos observados com as aplicações separadas de sarampo-caxumba-rubéola e varicela.
O uso dessa vacina é contraindicado nas seguintes situações: gravidez, doenças neoplásicas ou hematológicas, terapia imunossupressora, tuberculose em atividade e não tratada, imunodeficiência primária ou adquirida, processo febril agudo (febre moderada ou elevada), alergia grave a ovo, reações anafiláticas à neomicina, hipersensibilidade a outros componentes da vacina.
Para o uso da vacina SCRV da GSK, considerando a semelhança entre as duas vacinas, apoia-se na atual recomendação do ACIP para a vacina do laboratório Merck, sugerindo a preferência, na primovacinação de crianças com 12 a 47 meses de idade, de aplicações simultâneas porém separadas das vacinas trivalente viral e contra a varicela. Em relação a segunda dose (ou primeira dose aos quatro anos ou mais) a opção preferencial deve ser pela tetravalente.